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18 de abril de 2011

Adolescente lésbica é morta em Goias


O que era para ser uma grande paixão adolescente  se transformou em tragédia. Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi brutalmente assassinada no dia 13 de março em Itarumã, Goiais. A crime foi motivado por homofobia. 

 A vítima teve um relacionamento de um ano com uma garota de 15 anos e a família da jovem não aceitava o caso entre as duas adolescentes. Adriele morava com a família no municício de Cassilândia, Mato Grosso do Sul, e não sofria qualquer discriminação por parte dos familiares, que aceitavam a orientação sexual da vítima. 

Segundo investigações da polícia militar de Itarumã, o crime foi planejado pelo pai da outra jovem, que não aceitava o relacionamento da sua filha com Adriele, e por isso  mesmo já teria ameaçado a vítima antes, caso ela voltasse a procurar  a outra adolescente. Um rapaz de 17 anos, filho mais velho do pai da namorada da vítima foi o autor do crime. Ele ligou para Adriele uma dia antes, afirmando que  iria ajudar as duas garotas a reatar o namoro, mas tudo não passou de uma emboscada. 

Adriele que pegou uma moto emprestada foi ao encontro da sua namorada e chegando no local marcado foi brutalmente assassinada com uma facada no peito e um corte no pescoço. O garoto  de 17 anos, confessou que, junto com o irmão de 13 anos de idade, matou e ocultou o cadáver num buraco, onde o corpo estava colocado de cabeça para baixo.O pai da namorada da vítima, um agricultor de 36 anos, também é suspeito e se encontra preso.

A família de Adriele pede por justiça e espera que o caso não venha a se repetir com outras jovens lésbicas. 




A vantagem de ser lésbica


 Por * Hanna Korich 


Tudo começou quando numa dessas noites mal dormidas, fato que tem sido uma constante na minha existência de mulher madura, pois não durmo mais do que cinco horas e costumo me recolher (essa palavra é tão formal que não combina comigo, só com a minha idade) cedo. Daí que resolvi ler alguns textos pendentes que serão publicados pela Brejeira Malagueta.


A insônia é um dos sintomas das mulheres que passaram dos 45 anos e já entraram no climatério. Você sabia que lésbicas também têm menopausa? Agora, olha só (como dizem as cariocas), que sorte grande nós tiramos: somos infinitamente mais compreendidas, cuidadas, acocadas, do que as mulheres hetero na menopausa, porque temos uma mulher do nosso lado.

Já pensou sobre o assunto? Veja só a vantagem de ser lésbica! Indico alguns sintomas que esclarecem um pouco sobre a pré-menopausa, também chamada de climatério (o meu médico sempre me alerta sobre a confusão, porque a medicina considera menopausa só quando a mulher deixa de menstruar definitivamente): insônia, calores, irritação, suores noturnos, chororô sem qualquer motivo, fúria assassina com ou sem motivo, mau humor, diminuição do desejo sexual, ressecamento da pele, aumento de peso, perda de energia, aumento nas taxas de colesterol, aumento da pressão arterial, desânimo e a famosa síndrome “condor”. Não me refiro à ave, mas sim a acordar todo dia com uma dor diferente. E, se não sentir nada, a certeza de que está morta... 

Alternativas para diminuir o quadro tragicômico acima, seguindo a minha experiência no tema, são: homeopatia, muita soja no cardápio (no meu caso o efeito foi de água de bacalhau, ou seja, não serviu pra nada), para quem não curte vai alopatia mesmo, reposição hormonal, yoga (para mim foi a verdadeira salvação da lavoura), massagens, reflexologia, acumpuntura, meditação, pedras quentes, mornas e frias e terapia, muitas sessões extras, sugiro solicitar um financiamento bancário para tanto. Agora, se nada adiantar, nem terreiro, rituais indígenas, xamanismo, chás alucinógenos ou de ervas inofensivas, faça uma promessa para seu santo, anjo, Deus, forças superiores para que na próxima encarnação você nasça menino! É a melhor solução...

Mas, falando sério, para quem não sabe, na adolescência a mulher tem a primeira grande mudança hormonal. Na gravidez a segunda e na menopausa a terceira. Daí se explica esse quadro desvairado de sintomas, é uma verdadeira dança de hormônios que deixam a mulher alopradinha, e põe aloprada nisso! Essa história é tão séria que outro dia descobri, através de uma reportagem, a existência da Sociedade Brasileira do Climatério, será que me aceitam de sócia?

A medicina diz mais ou menos o seguinte sobre o assunto: a mulher enfrenta o estranhamento de um corpo que não reage como antes, a falta de desejo sexual pode ter relação ou não com as alterações orgânicas que o climatério causa, e finalmente o equilíbrio psíquico tem grandes possibilidades de entrar em órbita. Esse quadro todo em algumas culturas indígenas é totalmente desprezado, pois os habitantes nativos das Américas defendem a tese que nesta fase a mulher atinge a sabedoria e o poder de agir com independência. 

Da mesma forma, em países como o Japão e a Índia, onde a velhice é respeitada por sabedoria, as mulheres aceitam bem a menopausa e pouco se queixam dos sintomas do climatério, esperando-a alegremente e com liberdade. Bella roba!

Tem gente que afirma que nesta etapa da vida as mulheres, lésbicas ou não, são ainda mais discriminadas, porque no Ocidente a menopausa é vista como o começo da velhice e o definhamento. Somado a isso, nós lésbicas sofremos preconceito devido à nossa orientação sexual.

Com certeza vaidade e autoestima podem existir na maturidade e nós, mulheres, independentemente da nossa orientação sexual, podemos ultrapassar essa fase de forma tranquila. Para que isso aconteça, você pode dentre outras coisas evitar açúcar, sal em excesso, gordura saturada, excesso de proteína, estresse, guardar sentimentos negativos e procurar fazer refeições leves, tomar sol, se exercitar. Agora, o mais importante é ter um ideal e um amor, sem os quais a vida não vale a pena!

 Fonte: Dykerama * Hanna Korich é uma das sócias fundadoras da Editora Malagueta, agora Brejeira Malagueta – a primeira e única editora dedicada à literatura lésbica da América Latina, desde 2008.   

16 de abril de 2011

Casal de lésbicas ganha adoção no Piauí




O Judiciário Piauiense deve apreciar o primeiro pedido de adoção conjunta no Estado. Através da Defensoria Pública, um casal de lésbicas deu entrada na 1ª Vara da Infância e Juventude da capital com pedido de inscrição no Cadastro Nacional de Adoção.


Segundo a defensora pública Daniela Neves Bona é a primeira vez que um casal ingressa com sua inscrição para entrar na fila do Cadastro Nacional de Adoção em igualdade de condições com um casal heterossexual.

O casal de lésbicas mantém união homoafetiva estável, iniciada em junho de 2007. Uma das conviventes já é mãe adotiva de uma jovem de 22 anos. O casal prefere não se manifestar por enquanto, por entender que é mais  recomendável manterem discrição, antes da decisão do Judiciário. O  pedido de adoção será acompanhado pelo Grupo Matizes e pela Liga Brasileira de Lésbicas.

Fonte: Grupo Matizes

14 de abril de 2011

Conexão Reporter - Especial sobre Homofobia


O programa Conexão Repórter do SBT, apresentado por Roberto Cabrini exibiu na última quarta-feira (13) um  especial sobre homofobia. Cenas de agressão, relatos de vítimas e uma entrevista exclusiva com um grupo homofóbico foi exibida no programa. 

No segunda parte da matéria, uma familia fala da realidade de ter um filho gay e conta as dificuldades e problemas enfrentados quando descobriram a homossexualidade do jovem. O final  é surpreendente e emocionante. 




Cantora Chely Wright fica noiva de ativista gay.



A cantora country Chely Wright, que surpreendeu os fãs ao assumir sua homossexualidade no ano passado, ficou noiva de uma ativista dos direitos gays, informou na quarta-feira a revista People.


Wright, de 40 anos, e a noiva Lauren Blitzer, uma ativista dos gays, bissexuais e transexuais, planejam se casar em Connecticut em agosto. 
Connecticut é um dos cinco Estados norte-americanos que legalizou o casamento de pessoas do mesmo sexo.


Em 1995, Wright foi eleita a melhor nova vocalista pela Academia de Música Country. Entre seus maiores sucessos estão "Shut Up and Drive" e "Single White Female", que lideraram as paradas country em 1999.
Fonte: Estadão

Calouros gays são agredidos dentro da UFMG


A reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG, recebeu uma carta de estudantes que acusa um homem até aqui desconhecido de ataques violentos contra quatro alunos homossexuais. Segundo a carta, na madrugada do dia 2 de abril, alunos do curso de Letras da Universidade promoveram uma festa para receber os novatos e lá um casal gay foi alvo de tapas e chutes, também um casal de lésbicas sofreu agressões.


Segundo relatos, a festa não estava restrita a alunos do curso de Letras e o homem que atacou tanto o casal gay quanto o de lésbicas não foi reconhecido pelos demais estudantes. 

Um dos meninos agredido é estudante de ciências sociais (que levou um atapa no rosto). O outro, que estava ficando com ele na festa, foi chutado. O casal contou que o agressor chegou separando os dois e dizendo que aquilo era “coisa de viado” e que ele não aguentava esse tipo de coisa. Nenhum agredido reagiu. 

As agressões continuaram fora da festa. As vítimas passaram em frente ao prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humana (Fafich) e lá o agressor teria dado outro tapa em uma das vítimas.

Em março de 2009, um aluno de Engenharia foi acusado de agredir um colega gay, do curso de Artes Visuais, na moradia estudantil da UFMG. Ele foi obrigado a abandonar o alojamento. Os Centros Acadêmicos da UFMG pedirão em conjunto para que a reitoria investigue o caso.

Fonte: Mix Brasil

Declaração de amor gay na porta da escola


Uma prova de que sempre vale a pena lutar pelo amor pode ser visto nesse vídeo que esta causando na net. Um garoto faz declarações de amor para outro na porta da escola na presença dos demais  alunos. O mais curioso é que ele chamou um carro de som e um locutor para fazer a linda homenagem ao seu amado. O legal é que todos em volta apoiaram a iniciativa e ainda pediram beijo.




Que isso sirva de exemplo para você que ama alguém.

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